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domingo, 28 de março de 2010

Amar e isso basta! Pe. Pio
Amar e isso basta! Pe. Pio
Não é segredo para ninguém que ser amado é uma necessidade humana que buscamos com muito afinco. Por amor, subimos montanhas, atravessamos mares, cruzamos desertos e enfrentamos todo tipo de adversidade. Sem amor, montanhas tornam-se insuperáveis, mares intransponíveis, desertos insuportáveis e dificuldades avoluma-se pela vida afora.
Antes de falarmos das linguagens, convém compreendermos que necessitamos de um tempo de relacionamento para podermos conhecer a pessoa que está ao nosso lado. Sabemos que um relacionamento geralmente se inicia pela paixão, entende-se aqui paixão como um sentimento de euforia pelo outro. A psicóloga Dorothy Tennov desenvolveu longos estudos sobre o fenômeno paixão. Após estudar os comportamentos entre os casais, ela concluiu que
o tempo médio de extensão da obsessão romântica é de dois anos. Se a paixão foi um fruto proibido, talvez dure um pouco mais.
A principal falha na informação é o falso conceito de que a paixão dura para sempre.
O psiquiatra M. Scott Peck concluiu que apaixonar-se não é amor verdadeiro, por três razões:
I. Apaixonar-se não é um ato da vontade nem uma escolha consciente. Não importa o quanto desejemos, não conseguimos apaixonar-nos voluntariamente.
II. Apaixonar-se não é amor verdadeiro porque não implica em nenhuma participação de nossa parte. Qualquer coisa que façamos apaixonados requererá pouca disciplina e esforço. Os longos e dispendiosos telefonemas realizados, o dinheiro gasto em viagem para ficar juntos, os presentes, todo trabalho envolvido, nada representam.
III. A pessoa apaixonada não está genuinamente interessada em incentivar o crescimento pessoal daquela por quem nutre sua paixão. Se temos algum propósito em mente ao nos apaixonarmos, é o de terminar nossa própria solidão e, talvez, assegurar essa solução através do casamento. A paixão não se focaliza em nosso crescimento pessoal e nem tampouco no da outra pessoa amada. Pelo contrário, a sensação é a de que já se chegou onde se deveria alcançar e não é necessário crescer mais.
Quer concordemos ou não, os que se apaixonaram e saíram desse estado de paixão, concluirão que essa experiência arremessa-nos a uma órbita emocional diferente de qualquer outra que porventura experimentemos. A tendência é o rompimento com a nossa razão, o que nos leva a fazer e dizer coisas que nunca faríamos ou diríamos em momentos de maior sobriedade.
Quando a paixão murcha, apenas uma coisa é certa sobre nosso comportamento: não será o mesmo da época em que estávamos apaixonados. O que fazemos um para o outro antes da paixão não é garantia de que continuaremos a fazer depois que esta paixão passa.
Então podemos nos separar e tentar novamente? Ou reconhecer que a paixão é o que é – um pico emocional temporário – e então desenvolver o amor verdadeiro.
Esse tipo de amor requer esforço e disciplina. É a escolha que fazemos de gastar nossa energia em benefício da outra pessoa, sabendo que, se sua vida é enriquecida por nosso esforço, também nos sentimos satisfeitos – a satisfação de termos realmente amado alguém. Não exige a euforia na experiência da paixão. Na verdade, o amor verdadeiro não começa enquanto a experiência da paixão não tiver seguido seu curso.
Enquanto a paixão é avassaladora, ela mascara e supera as necessidades eventualmente não supridas pelo parceiro, mas quando a paixão se estabiliza, precisamos aprender como suprir as profundas necessidades de amor do parceiro.
Quando o casal começa a falar os dialetos certos, os “tanques de amor” de ambos começam a encher.
Mas, como fazer isso?  Raramente encontramos algum casal onde ambos possuam a mesma linguagem do amor. Normalmente as pessoas utilizam diferentes linguagens para se comunicarem, gerando muita confusão e pouco entendimento.
O mesmo acontece no âmbito do amor. Sua linguagem emocional e a de seu cônjuge podem ser tão diferentes quanto é o idioma chinês do inglês. Não importa o tanto que você se esforce para manifestar seu amor em inglês, se seu cônjuge só entende chinês; jamais conseguirão entender o quanto se amam.
Vejamos quais as espécies de linguagem do amor podemos distinguir, são eles: Palavra de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviços e toque físico. Cada linguagem será explicada em outros textos.
Vagner de Lara (Sam)
kerubavag@hotmail.com
OBS: Este texto tem como base o livro AS CINCO LINGUAGENS DO AMOR, de Gary Chapman, Ed. Mundo Cristão, livro de leitura obrigatória.

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