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sejam bem vindos!a este cantinho...

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segunda-feira, 29 de março de 2010






Ao falar do matrimônio, São Paulo diz que ´ é grande este mistério ´( Ef 5,32). E o Apóstolo explica que é grande porque ´se refere a Cristo e à Igreja´. Jesus referiu´se a Ele como o Esposo, presente entre os convidados daquela bodas: ´o Esposo está com eles´ (Mt 9,15). Com esta imagem, Ele indicava quanto o amor de Deus para com o homem se reflete no amor de um homem e uma mulher, unidos em matrimônio. O Papa nos ensina, na Carta às Famílias, que a presença de Jesus nas Bodas de Caná, com a Mãe e os seus discípulos, realizando alí o ´primeiro´ milagre, ´pretende assim demonstrar quanto a verdade da família esteja inscrita na Revelação de Deus e na história da salvação´ (CF,18). S. Paulo ensina que o amor do casal é o reflexo do amor de Cristo para com a Igreja, e sua união sinaliza na terra, esta ´Aliança´ eterna e indissolúvel. Nesta lógica, o Apóstolo exige:´Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá´la , purificando´a pela água do batismo com a palavra, para apresentá´la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível´ (Ef 5,25´27).







Essas palavras mostram que a Igreja é a Esposa de Cristo, objeto de todo o seu amor. Ele fez dela o seu próprio Corpo, que chamamos de Místico. Cristo tornou´se, então, ´uma só carne´ com a Igreja, fez´se a sua Cabeça. Isto levou o Apóstolo a dizer: ´As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o Chefe da Igreja, seu corpo , da qual ele é o Salvador.´ (Ef 5,22) Esta ´submissão´ só pode ser bem entendida quando se olha para a submissão da Igreja a Cristo. Longe de ser uma anulação ou escravidão, é uma cooperação amorosa com a cabeça que dirige o corpo. É, na verdade, uma submissão recíproca. Santo Ambrósio, bispo de Milão, que batizou Santo Agostinho, já dizia aos maridos no século IV: ´Não és o senhor, mas o marido; não te foi dada como escrava, mas como mulher… Retribui´lhe as atenções tidas para contigo e sê´lhe agradecido por seu amor.´ (Exameron, V,7,19) A experiência mostra que os casais e as famílias mais felizes, são aquelas em que a esposa coopera diligentemente com o marido na sua difícil tarefa de dirigir o lar. Aquelas mulheres que querem assumir o comando do lar, anulando o marido, muitas vezes experimentam a solidão e a insegurança. O perfil psicológico da mulher está muito mais para ser apoiada e protegida, do que para mandar. Só conseguimos entender bem o mistério do casamento à luz da Aliança de Deus com a humanidade, desde Adão, até a nova e eterna Aliança de Cristo com a Igreja. O matrimônio cristão tem estas três características: Indissolubilidade, Fidelidade e Fecundidade, exatamente porque essas são as características do amor de Cristo para com a Igreja. É uma Aliança indissolúvel, eterna, celebrada uma vez para sempre no sangue do Cordeiro; é uma Aliança que não admite traição de ambas as partes; e é uma Aliança fértil de onde renascem os filhos de Deus pelo Batismo. O Catecismo da Igreja mostra bem esta verdade: ´O amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa – chamada do corpo e do instinto, força do sentimento e da afetividade, aspiração do espírito e da vontade; o amor conjugal dirige´se a uma unidade profundamente pessoal, aquela que, para além da união numa só carne, não conduz senão a um só coração e a uma só alma; ele exige a indissolubilidade e a fidelidade da doação recíproca definitiva e abre´se na fecundidade´ (CIC, 1643). A aliança de Deus para com Israel apresenta´se sob a imagem de um amor conjugal exclusivo e fiel. Os profetas prepararam a mentalidade do povo de Deus para compreender com profundidade a unicidade e indissolubilidade do Matrimônio. Na Antiga Aliança, o Esposo é o próprio Deus, Javé, que se apresenta como o Esposo de Israel, povo eleito: um Esposo fiel e ciumento, terno e exigente. Todas as traições de Israel, deserções e idolatrias, dramaticamente descritas pelos Profetas, não conseguem acabar com o amor deste Deus´Esposo, que em Jesus Cristo, finalmente, ´ama até o fim´ (Jo 13,1), este povo que o rejeita e o leva à Cruz. ´Pois teu esposo é o teu Criador, chama´se o Senhor dos exécitos, teu Redentor é o Santo de Israel, chama´se o Deus de toda a terra. Como uma mulher abandonada e aflita eu te chamo; pode´se repudiar uma mulher desposada na juventude? Por um momento eu te havia abandonado, mas com profunda afeição eu te recebo de novo.´ (Is 54,6´7). O profeta Malaquias mostra bem a aliança de Deus com Israel, como no matrimônio: ´Eis ainda outra maldade que cometeis: Inundais de lágrimas, prantos e gemidos o altar do Senhor, porque o Senhor não dá atenção alguma a vossas ofertas e não se comprais no que lhe apresentais com vossas mãos. E dizeis: Mas, por que?! É porque o Senhor foi testemunha entre ti e a esposa de tua juventude. Foste´lhe infiel, sendo ela a tua companheira e a esposa da tua aliança… Tende pois cuidado de vós mesmos, e que ninguém seja infiel à esposa de sua juventude. Quando alguém, por aversão, repudia a mulher, diz o Senhor, Deus de Israel, cobre de injustiça as suas vestes, diz o Senhor dos exércitos. Tende pois cuidado de vós mesmos e não sejais infiéis´. (Ml 2,13´17) Jesus levou o casamento à perfeição quando disse aos fariseus: ´O que Deus uniu, o homem não deve separar´. (Mt 19,6)

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