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sejam bem vindos!a este cantinho...

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

[Autoria desconhecida]





Fronteiras



O que seria uma vida sem fronteiras?

Seria uma vida sem limites, regras, diferenças?



Talvez a vida se faça justamente pela existência de

fronteiras. Núcleo, mebrana, corpo, espaço, dimensão.



Por outro lado, talvez não ter fronteiras, não seja estar

alheio a existência destas, de suas necessidades,

do quanto são responsáveis pela vida e pelo equilibrio.



Talvez não ter fronteiras seja apenas um estado de conciência,

que nos permita, nos relacionar sem imposições, que nos

permita não avançar os sinais, as portas abertas,

o direito alheio, sua cultura, credo enfim escolhas

alheias a nossa vida.



Talvez não ter fronteira seja algo que

não possamos conceber,

muito menos compreender ou vivenciar,

talvez seja utopia, devaneio, loucura.

Talvez uma fuga.



A vida é feita de fronteiras. Ao norte, ao sul, do corpo para alma,

de dentro para fora. Homens, mulheres, idades, sexos,

espécies, terra, água, fronteiras naturais. A vida é feita de fronteiras, ponto.



Talvez olhando de longe, bem de longe não existam fronteiras.

Ou quem sabe olhando bem de perto, as espécies sejam

mais parecidas, assim como as pessoas em suas idas e vindas,

conflitos e dúvidas cruciais.



Talvez algumas pessoas precisem de fronteiras outras não,

algumas mais outras menos. Algumas ergueram, foram enclausuradas,

outras se libertaram, se perderam ou as desconhecem.

Algumas talvez até morram sem elas, enquanto outras foram

mortas tentando atravessá-las, derrubá-las.



Como alguém que, na pior das hipótese, vislumbra um realidade

sem fronteiras. Estendo minhas mãos, abro meus ouvidos e olhos às

mais distantes possibilidades. Não que compartilhe de todas, repeito-as.



Horas machuco-me, caio, lamento, mas são escolhas minhas,

de ir e vir, respeitando o que conheço e o que certamente virei a conhecer...

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